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CAPELANIA HOSPITALAR

CAPELANIA HOSPITALAR

CURSO DECAPELANIA HOSPITALAR

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Regulamentação da Capelania

Legislação Brasileira

A assistência Espiritual nas entidades civis e militares de internação coletiva é disposto previsto na CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988 nos seguintes termos:

“É assegurada, nos termos da LEI, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.” (CF Art. 5º, VII) A LEI 6.923, de 29/06/1981, alterada pela LEI 7.672, de 23/09/1988, organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas forças Armadas. A partir desta legislação temos definido que:  “O serviço de Assistência Religiosa tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e ás suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas.” (LEI 6.923,Art. 2º) Introdução: A capelania é a organização responsável, pela transmissão dos cuidados às pessoas que estão em crises. Através da capelania tem-se a oportunidade de ministrar o evangelho, como também, de descobrir os meios de auxiliar as pessoas que estão com problemas, a enfrentar séria e realisticamente as suas frustrações, medos e desapontamentos, é um trabalho de assistência. É assegurado nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (Art. 5 º da CF). Para fins de dar assistência religiosa, foi assegurado na constituição vigente tal direito substanciado no serviço de capelania. A capelania legalmente constituída, representada por capelães preparados para tal função, usando-se o princípio do bom senso, a maneira de trajar-se, a maneira no trato pessoal, a boa formação, sobretudo, espiritual e respeitando as normas próprias de cada instituição, é assegurado o direito de entrar e sair. No nosso dicionário capelania significa o ofício do sacerdote que dá assistência religiosa a uma instituição civil ou militar, mas também podemos dizer que é a praticidade do amor, pois ao exercê-la abrimos mão do nosso tempo para investir no próximo. A capelania não seria um catecismo, muito menos um lugar de oportunismo para se propagar religião, mas em linhas gerais seria de estar levando consolo e conforto espiritual mediante o consenso, aceitação e liberdade da pessoa. Isto sim é capelania, se colocar à disposição em benefício do próximo.

Introdução:

A capelania é a organização responsável, pela transmissão dos cuidados às pessoas que estão em crises. Através da capelania tem-se a oportunidade de ministrar o evangelho, como também, de descobrir os meios de auxiliar as pessoas que estão com problemas, a enfrentar séria e realisticamente as suas frustrações, medos e desapontamentos, é um trabalho de assistência. É assegurado nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (Art. 5 º da CF). Para fins de dar assistência religiosa, foi assegurado na constituição vigente tal direito substanciado no serviço de capelania. A capelania legalmente constituída, representada por capelães preparados para tal função, usando-se o princípio do bom senso, a maneira de trajar-se, a maneira no trato pessoal, a boa formação, sobretudo, espiritual e respeitando as normas próprias de cada instituição, é assegurado o direito de entrar e sair. No nosso dicionário capelania significa o ofício do sacerdote que dá assistência religiosa a uma instituição civil ou militar, mas também podemos dizer que é a praticidade do amor, pois ao exercê-la abrimos mão do nosso tempo para investir no próximo. A capelania não seria um catecismo, muito menos um lugar de oportunismo para se propagar religião, mas em linhas gerais seria de estar levando consolo e conforto espiritual mediante o consenso, aceitação e liberdade da pessoa. Isto sim é capelania, se colocar à disposição em benefício do próximo.

 

CAPELANIA HOSPITALAR

“ O ministério de Capelania Hospitalar Cristã é a prática do amor por Cristo e pelo próximo, vestido em roupas de trabalho”. É levar esperança aos aflitos. Um trabalho humanitário de solidariedade, uma tênue luz de esperança, confortando e ajudando o enfermo a lidar com enfermidade, a engajar-se ao tratamento médico indicado, e até mesmo a preparar-se para enfrentar a morte, quando não há expectativas de cura aflige, é sempre a graça, a misericórdia e o amor de Deus, em sua busca por amizade e comunhão com o ser humano através de Cristo, que nos oferece o perdão e a vida abundante e eterna. A Capelania Hospitalar consiste na assistência diária e voluntária aos enfermos, hospitalizados ou não, mediante o servir e na aplicação do conforto da Palavra de Deus, sem preconceitos de raça, cor ou religião. O atendimento da Capelania é oferecido ao paciente internado, em ambulatório, em hospital ou em casa e também aos seus familiares. O serviço é estendido aos profissionais da saúde e funcionários que o desejarem, oferecendo o apoio espiritual, emocional e social, baseado na Palavra de Deus, aos enfermos, seus cuidadores e profissionais da saúde. Este trabalho é realizado através de voluntários capacitados. O capelão traz benefícios ao hospital, trazendo melhor conceito pelo cuidado integral ao paciente, seus familiares e profissionais da saúde. Os pacientes engajam-se ao tratamento médico, aceitam melhor a hospitalização, enfrentam a enfermidade com mais esperança e força, tendo qualidade de vida e propósito para viver.

A função ocupada pelo capelão exige um bom relacionamento com outros que atuam no hospital. Haverá certas ocasiões em que os capelães (católicos, evangélicos, rabinos, espiritas e etc) serão convidados pela administração para participar de solenidades ou comemorações ecumênicas: Cada convite deverá ser estudado para que não haja dúvida quanto á presença e á mensagem proferida pela Capelania. O capelão, nessa realidade, zela pelo atendimento das necessidades psicoespirituais dos enfermos segundo a sua tradição religiosa, o que não impede de manter-se aberto ao diálogo com outras tradições religiosas. Nesse sentido, deve ser capaz de realizar um diálogo inter-religioso, cooperando no objetivo comum de servir ao paciente, preservando a própria identidade de fé, nesse contexto pluralista, onde se encontram diferentes opções religiosas. O capelão é uma pessoa bem relacionada com todo hospital: sua amizade estende se desde a pessoa nos cargos mais simples até os mais elevados, sempre pronto a ajudar, aconselhar e prestar seus serviços. Isso requer humildade, empatia, sinceridade e também versatilidade. É visto como sendo alguém espiritual, amoroso e testemunha de Cristo, por isso sua responsabilidade estende-se a todas as pessoas com as quais convive dentro do hospital. O que não é Capelania?  Evangelismo em hospital  Pregação no hospital ou enfermarias  Proselitismo  Falar de Jesus e do amor de Deus (Jesus te ama) O que é Capelania?  Viver Jesus e o amor de Deus;  Acompanhar pacientes, seus familiares e profissionais  Dar assistência social emocional e espiritual;  Tratar de todos independentes de religião O visitador e a visita  Ter uma experiencia pessoal de conversão com o Senhor Jesus;  Ser chamado para esse ministério pelo amor e para o amor;  Ter humildade e reconhecer que não é melhor do que ninguém;  Ser e levar a Boa Nova do Evangelho;  Respeitar sempre a pessoa humana, seu credo religioso e seus objetos de culto; Ter a motivação correta e fazer periodicamente auto analise sobre o motivo que o leva a optar por este ministério;  Ter claro o alvo de compartilhar o amor de Deus com os que sofrem;  Procurar ser amável, cativante e agradável;  Ser e ter paciência;  Ter e desenvolver cada vez mais o autocontrole das emoções e buscar não se impressionar com o aspecto físico dos pacientes;  Ter boa saúde física e psicológica;  Saber comunicar-se com facilidade;  Ter humor bom e estável;  Ter sensibilidade e tato no trato com as pessoas, respeitando opiniões divergentes;  Desejar lidar com pessoas em situações distintas (doentes, policiais em estresse, presos, etc.) e ter ou desenvolver essa habilidade.  Ser submisso à autoridade e as regras de cada instituição visitada;  Ter perseverança;  Ter discernimento e sensibilidade na conversação,  Ser longânimo, pois muitos se encontram revoltados com sua situação;  Usar a língua apenas para abençoar e nunca para amaldiçoar ou proferir palavras que possam constranger qualquer ouvinte;  Reconhecer a dignidade, o valor e o potencial de cada pessoa;  Sentir-se a vontade com pessoas cultas ou incultas;  Ouvir e guardar as confidencias dos seus ouvintes, quando for o caso;  Cuidar da aparência e da higiene pessoal;  Saber abordar cada pessoa com a linguagem adequada;  Investir tempo e atenção aqueles que você visitar;  Exercer misericórdia com a miséria e as dificuldades alheias;  Identificar-se com as pessoas: Ter empatia;  Ter amor às vidas;  Observar com sensibilidade se é a hora adequada para fazer a visita, respeitando os horários de alimentação, descanso e de visita em cada instituição;  Dar prioridade às regras e procedimentos de cada instituição;  Nunca impor sua atividade de capelão, como sendo prioritário em qualquer instituição.  A Capelania é um trabalho complementar e de apoio espiritual;  Evitar intimidades; Aprender e saber ouvir (não apenas o que é dito por palavras)  Sempre peça permissão para entrar em qualquer sala, ala, departamento ou áreas diversas da instituição;  Verificar se há algum sinal expresso proibindo as visitas;  Tomar cuidado com quaisquer aparelhos, placas, sinalizadores, etc. não esbarrar em nada;  Avaliar o cenário antes de entrar a fim de poder agir objetivamente quanto ao tipo e duração de visita;  Não perguntar sobre a gravidade dos problemas de qualquer paciente;  Não levar e não dar qualquer tipo de alimento e bebida a qualquer ouvinte, a não ser por autorização expressa e anterior as visitas;  Não apresentar fisionomia emotiva ou de comiseração;  Não manifestar nojo e nem medo de contágio, em qualquer situação;  Não estender a mão a qualquer ouvinte, principalmente presos e pacientes hospitalares. Apenas se ele tomar a iniciativa;  Fale num tom normal;  Não cochichar com outras pessoas no momento da visita.  Orar em tom de voz normal. Não falar alto, respeitando o silêncio necessário em cada instituição;  Concentra-se em atender às necessidades básicas e espirituais da pessoa que está sendo atendida;  Não mediar qualquer pedido de preso ou paciente hospitalar, evitando constrangimentos ou situações conflitantes em qualquer situação;  Saber que a dor, o medicamento, condições prisionais, etc., podem alterar o humor dos ouvintes;  Não querer forçar qualquer ouvinte a sentir-se alegre, nem o desanimar. Agir com naturalidade, para que o ouvinte tenha maior probabilidade de sentir se à vontade;  Não dar a impressão de estar com pressa, nem demorar até cansar o ouvinte. Com bom senso encontrar o tempo ideal conforme cada caso;  Não fazer visita se você mesmo estiver doente;  Não usar perfumes fortes;  Não usar sapatos de tecido e sandálias no interior do hospital;  Ser discreto no uso de joias ou bijuterias;  Usar roupas de acordo com as normas da Capelania;  Ao visitar áreas infectadas, lave o jaleco separado das roupas;  Nunca visite outras áreas após visitar áreas infectadas; Nunca se esquecer do crachá ou sua credencial cedida pelo I.D.C  Use preferencialmente material (se for permitido pela instituição) que possa ser levado nos bolsos, por exemplo, novo testamento, folhetos, Bíblias digital, etc;  Manter as mãos sempre limpas, livres e bem higienizadas.  Proceder a higienização antes e depois da visitação, de acordo com as normas e exigências de cada instituição.  As crenças pessoais são seu patrimônio pessoal. Ela se fecha quando percebe qualquer ameaça;  Não esqueça! O capelão deve ter extrema simpatia.  O paciente deve nos aceitar, confiar e até gostar antes que se abra para Cristo;  A linguagem deve evitar falar de figuras relacionadas com a morte, inferno, céu, condenação e etc. Sobre o capelão: Capelão é um ministro devidamente preparado, autorizado a prestar assistência religiosa e a realizar cultos religiosos em comunidades religiosas, conventos, colégios, universidades, hospitais, presídios, corporações militares e outras organizações. O capelão pode incutir nos familiares o senso de tranquilidade e confiança, preparando-a psicologicamente, para o tratamento que se seguirá. Esses familiares precisam de amizade, compreensão e amor, e elas esperam encontrar tudo isso no capelão. Um capelão deve aceitar as pessoas onde elas estejam e reconhecem que muitas destas pessoas não possuem uma crença ou religião, nem vocabulários teológicos para serem espirituais. Um capelão deve tratar os pais, irmãos, cônjuge e filhos como preciosidade. Temos que amar nossas famílias como Cristo ama a igreja. Um capelão deve estar disposto a submeter-se às autoridades e ser obediente á palavra de Deus. Um capelão deve procurar um relacionamento calmo com a sua comunidade, continuar mantendo um bom testemunho e estabelecer um bom exemplo. Isto inclui suas responsabilidades no trabalho e em qualquer lugar que visite, frequente ou participe. Ajudando através da arte de escutar Escutar é uma arte que pode ser desenvolvida. Os princípios abaixo relacionados, se posto em prática ajudarão você a crescer na arte de escutar e assim a habilidade de ajudar a outras pessoas. Analise a sua atitude íntima Quais os seus sentimentos em relação à pessoa com quem você está conversando? Você tem algum preconceito em relação a ela? Ela lhe é repugnante? Há hospitalidade entre vocês? Tudo isto vai afetar o significado de que você ouvirá dela. As palavras perdem seu sentido quando nossas emoções não nos permitem escutar com objetividade. Precisamos desenvolver uma atitude de aceitação da pessoa, do que ela diz, sem julgá-la ou condená-la. Não estamos defendendo qualquer posição, mas tentando ouvir os verdadeiros sentimentos de quem fala. Por outro lado, não devemos insistir para que o entrevistado defenda seu ponto de vista, ou utilize determinado vocabulário ou estilo de linguagem. Não devemos expressar julgamento para não tolher a fluência de seus sentimentos. Preste bastante atenção. Repare o tom de voz. Que estado emocional ele revela? Uma voz baixa, um fala monótona, pode indicar depressão emocional. Falar rapidamente, de forma agitada, pode se uma depressão extrema. Falar depressa e em voz alta pode indicar o efeito de drogas. Você poderá dizer: - "Pela sua voz, tenho a impressão de que você está muito..." Se a pessoa chora enquanto fala, permita-lhe este privilégio. Isso é ferramenta terapêutica. Desenvolva a capacidade de avaliar as emoções. Na linguagem comum, há palavras que expressam emoções diversas: convicção, perturbação, irritação, alegria, felicidade. O tom de voz em que elas são proferidas lhes dá um significado maior que o dicionário não pode definir. Cabe a nós avaliar este conteúdo emocional da comunicação. Reflitas as emoções que você está percebendo. É preciso fornecer ao entrevistado um “retro visão" das emoções que ele está transmitindo. A pessoa ficará satisfeita se você revelar que entendeu qual o problema dela. Isto não é apenas repetir o que a pessoa já disse, literalmente, mas refletir seus sentimentos com nossas próprias palavras.  Evite agressividade, sempre  Não domine a conversa. Escutar é mais importante do que falar.  Quando falamos muito a pessoa se confunde, seja objetivo.  Não tente manipular as pessoas, nem as enganar. Normas para escutar  Escutar é um processo. Não discursar. Você precisa identificar-se com a pessoa que fala.  Demonstre compaixão e aceitação, ainda que suas convicções pessoais sejam diferentes.

Demonstre amizade e interesse. O problema é grande. Leve a carga com a pessoa até que ela possa leva-la sozinha.  Não se deve alimentar esperanças infundadas. Evite dizer: “Não se preocupe, está tudo bem”.  Termine a conversa apresentando objetivamente o que deverá ser feito, ou seja, mostre os pros e contras e deixe a pessoa tomar a decisão adequada e assumir a sua responsabilidade.  Admita suas capacidades e limitações, você é humano e finito. Deixe Deus agir onde você é suficiente. Visitação Temos várias referências Bíblicas onde mostra que Jesus dava enorme importância à visitação dos enfermos, fato provado quando ele disse: “estava enfermo e me visitastes...” O amor que moveu Jesus a morrer por nós, será o principal elemento a mover-nos neste ministério de apoio e consolação aos enfermos. O capelão hospitalar deve  Identificar-se a propriamente.  Reconhecer que o paciente pode apresentar muita dor, ansiedade, culpa, frustrações, desespero, ou outros problemas emocionais, religioso e etc.  Visitar obedecendo as normas do hospital ou pedir de antemão, se uma visita no lar e possível o horário conveniente.  Dar liberdade para o paciente falar.  Demonstrar amor, carinho, segurança, confiança, conforto, esperança, bondade, e interesse na pessoa.  Ficar numa posição onde o paciente possa lhe olhar bem. Isto vai facilitar o diálogo.  Dar prioridade ao tratamento médico e também respeitar o horário das refeições.  Saber que os efeitos da dor ou dos remédios podem alterar o comportamento ou a receptividade do paciente a qualquer momento.  Tomar as precauções para evitar contato com uma doença contagiosa, sem ofender ou distanciar-se do paciente.  Aproveitar a capela do hospital para fazer um culto. O capelão hospitalar não deve:  Visitar se você estiver doente Falar de suas doenças ou suas experiencias hospitalares. Você não é o paciente.  Criticar ou questionar o hospital, tratamento médico e o diagnóstico.  Sentar-se no leito do paciente ou buscar apoio de alguma forma no leito.  Entrar numa enfermaria sem bater na porta.  Prometer que Deus vai curar alguém.  Falar num tom alto, nem cochichar. Fale num tom normal para não chamar atenção para si mesmo.  Espalhar detalhes ou informação intima ou o paciente.  Pode orienta-los, mas deixe eles tomarem as decisões cabíveis e sobre o paciente ao sair da visita.  Forçar o paciente falar ou se sentir alegre, e nem desanime o paciente. Seja natural no falar e agir. Deixe o paciente a vontade. O capelão O capelão, é uma pessoa capacitada e sensível às necessidades humanas, dispondo-se a dar ouvidos, confortar e encorajar, ajudando o enfermo a lutar pela vida com esperança em Deus e na medicina. Oferece aconselhamento espiritual e apoio emocional tanto ao paciente e seus familiares, como aos profissionais da saúde. A espiritualidade e a religiosidade estão inseridas em todo ser humano, de acordo com sua cultura. Ele expressa seus valores, costumes, ensinamentos e forma de pensamento e acredita neles, por isso precisa ser respeitado. Vale ainda lembrar que o fato de o indivíduo poder falar livremente e expressar sua fé sem medo de ser discriminado já traz resultados positivos. Ser responsável por si mesmo significa ser responsável também pelos outros. A Capelania hospitalar é uma forma organizada de amor, com capacidade de investigação e análise primária para identificação das necessidades do outro, podendo assim serem prescritas pequenas ou grandes doses desse amor gratuito, que garantem a saúde espiritual àquele que precisa ser tratado. É uma forma terapêutica de tratar a doença, pois sabe-se que os hospitais que tem esse serviço implantado já vive novas perspectivas, pois os resultados são muito bons. Obter uma boa integração com a equipe médica e outros profissionais O visitador deve respeitar os profissionais da saúde e ter um bom relacionamento com os mesmos. Ao chegar na enfermaria deve apresentar-se à chefia de enfermagem e solicitar sua autorização para as visitas, verificando se há restrições para realizar as mesmas. Entender o que é um hospital Geralmente as pessoas desejam visitar ou ajudar os pacientes, mas esquecem que estão em um hospital. O visitador deve saber se portar. Muitos confundem o ambiente hospitalar com o ambiente da igreja. Hospital não é igreja! Hospital é um local de extrema sensibilidade. Os pacientes em sua maioria não entendem essa linguagem. Os profissionais da saúde, em sua totalidade nunca frequentaram uma igreja, portanto, não compreende o evangelho. Procedimentos que acontecem nas igrejas devem ser evitados muitas vezes, por exemplo: orações em voz alta, orações por cura, imposição de mãos, unções, visões, revelações, toda a prática eclesiástica deve ser muito bem trabalhada para que não haja desentendimentos. Equilíbrio e conhecimento Bíblico Quem se propõe a trabalhar com pessoas que estão sofrendo, precisa ter no mínimo um pouco de equilíbrio emocional e espiritual. Tendo assim conhecimento Bíblico claro e saudável sobre a participação e presença de Deus no sofrimento. Quando sofremos, Deus não nos abandona, nem tão pouco está nos castigando, mas sim, passando conosco pelo vale árido, transformando-o num vale florido da sua presença. A graça não nos imuniza contra o sofrimento, mas capacita-nos a enfrenta-lo melhor. O visitador necessita ter conhecimento de que adoecer faz parte da vida e nem sempre isso tem ligação com fé, pecado ou algo semelhante. Doenças hereditárias, por exemplo, os filhos herdam dos pais a patologia. O amor que une duas pessoas pode também unir genes causadores de determinadas doenças e etc. Seu amor a Cristo e aos que sofrem Os sentimentos mais comuns que acometem uma pessoa enferma são os sentimentos de que não é amado, de que está sendo esquecido, ou castigado, de que não fez o que deveria ter feito de certo e praticou o que é errado. Ao visitar uma pessoa com dificuldades físicas, o visitador deve incutir-lhe confiança, encorajamento com base no amor. Amar sem preconceitos, sem discriminação, compreendendo o seu momento e procurando ajuda-lo como pessoa e tão somente como alma. O amor valoriza as pessoas. Amar é ter compaixão, não simplesmente, por desencargo de consciência, fazer uma oração e entregar uma literatura de uma forma distante e sem interesse no bem-estar da pessoa que está diante de você. Não devemos nos esquecer o que diz as Escrituras em I Jo 4.8

“Deus é amor”. O Capelão e o Médico O médico é para o paciente a pessoa mais importante. A sua visita é grandemente esperada. É no médico que o paciente deposita parte da sua esperança para a recuperação completa de sua saúde. O capelão deverá retirar-se discretamente quando o médico chegar ao quarto do doente. Muitas vezes o paciente tem algo particular a compartilhar com o médico, portanto, o visitador não deve quebrar a intimidade que deve existir entre o médico e o seu paciente. Não opinar sobre se o tratamento está sendo adequado ou não. O Capelão e a Enfermeira O visitador deve trabalhar em harmonia com a enfermeira que está sempre em contato com o paciente, e o mesmo depende muito dela. A enfermeira tem condições de transmitir ao visitador as várias reações do paciente. Por esta razão é muito importante que o visitador procure a enfermeira para certificar-se da condição física e psicológica do paciente. O visitador deve guardar confidência do que a enfermeira relatar sobre o paciente. O visitador deve lembrar-se que o tempo da enfermeira é concorrido (precioso), devendo, por isso, evitar perguntas fora da área de visitação.” Orientações ao Capelão Obter uma boa integração com a equipe multiprofissional. Todos são importantes no ambiente de trabalho, portanto, é necessário ser cordial com os funcionários do hospital e transmitir serenidade e gentileza a cada um deles. Pois os mesmos trabalham para a recuperação do paciente. Cordialidade e educação nunca são demais. “Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”. Pv. 16.24 Dirigir-se sempre à enfermeira chefe do setor para obter informações e autorização para a realização da visita. Não deixar transparecer, através de expressões faciais o preconceito para com os diversos tipos de enfermidades. Ter equilíbrio emocional para poder lidar com a carência, tratamento e dificuldades do paciente. Lavar as mãos antes e após sair do quarto e/ou enfermaria, a fim de evitar infecção cruzada, isto é (infecção levada por terceiros de um paciente para outro paciente).

Visitação Para Crianças A primeira coisa que precisamos para fazer este trabalho é ter amor a Deus e aos pacientes – AMOR. Em segundo lugar é preciso ter compaixão, não dó das pessoas, mas compaixão de todos. Sentir dó é ser passivo, mas quando temos compaixão tomamos uma atitude. É preciso saber que a criança é também uma criatura – Mc. 16.15 A criança tem sentimentos, necessidades. Não podemos julgar que as crianças não entendem muita coisa. Pensamos que é melhor não falar com a criança porque ela é muito pequena e não vai entender. O trabalho com as crianças requer bastante discernimento, pois às vezes ela não está disposta a ouvir, por várias razões. Também precisamos saber que a criança possui uma linguagem própria e quando descobrimos esta linguagem fica muito mais fácil a comunicação com ela. Este trabalho não deve ser um monólogo, onde só o visitador fala, mas sim, um diálogo. É preciso ouvir o que a criança tem a dizer. Há crianças que têm barreiras para um primeiro contato. Algumas sofrem violência dos pais, física ou verbal, e também desprezo e rejeição, visto que muitos pais trabalham fora de casa e nem sempre têm tempo para os filhos. Essas crianças encontram no visitador um apoio e um amigo. A ênfase da visitação é sempre consolo, apoio e evangelismo. Mostramos às crianças que nos momentos difíceis elas podem contar com um grande amigo, Jesus, e que Ele deseja sempre estar ao nosso lado. Fazemos apelo não à todas as crianças, mas quando o Espírito nos dirige a isso. Da mesma forma também é a oração por cura, deve ser feita com sabedoria. Mais importante que ser curado é ser salvo. É preciso evitar falar sobre a doença diretamente com a criança e também dar opiniões sobre seu estado de saúde. A criança sempre quer atenção e muitas vezes está necessitando também de carinho. A abordagem deve ser sempre de modo alegre e descontraído, evitando a linguagem utilizada na igreja (chavões evangélicos). É preciso muito cuidado com a literatura utilizada, que ser específica para crianças e aprovada pela direção da Capelania. Quando houver pais acompanhando a criança é bom que seja dada atenção também a eles. Conversar, entregar literatura e orar com eles é muito importante. A situação de morte é também um momento difícil para o visitador, principalmente quando há um acompanhamento contínuo da criança. É preciso estrutura emocional, espiritual para suportá-la. É confortante quando saímos do hospital e sabemos que fomos usados por Deus para abençoar a vida dos pequeninos e de muitos deles, somos seus pais espirituais.

O culto

Na capela ou Auditório Duração de 15 a 30 minutos; Músicas selecionadas que tenham melodias suaves e alegres com letras otimistas que tragam esperança e reforcem a fé; Hinários com letras grandes e em folhas avulsas que possam ser levadas Para os pacientes; Nunca prometer a cura; Usar de tom de voz calmo na pregação com conteúdo com a escolha de temas leves e simples com ênfase no otimismo, esperança e fé; Orações curtas, objetivas com voz firme, mas sem gritaria. Cuidado para não despertar fortes emoções nos assuntos abordados na oração; Não permita testemunhos sem antes analisá-lo; Trabalhar individualmente as pessoas que frequentaram o culto; Não fazer apelo. Cultos Menores Duração de 05 a 10 minutos; Em enfermarias; Com funcionários em trocas de turnos; Com funcionários no início de cada turno; 01 música; Palavra rápida; Oração rápida; Se possível e necessário, com distribuição de literatura. Músicas Move as emoções; Traz alegria e suavidade ao ambiente. Devem ser otimistas, alegres que induza a fé e esperança; Não deve falar de morte, inferno, diabo, juízo final ou até mesmo do Céu; Usar instrumentos musicais clássicos tais como violão e teclado. Evitar o uso de instrumentos de percussão e sopro com exceção da flauta doce; Usar a música nos ambulatórios; nas capelas, nos cultos das enfermarias; Criar um coro musical com funcionários; Usar a música ambiente e em todos os eventos. Benefícios Diretos ao Paciente Novo sentimento de fortalecimento; Aumento de imunidade física; Engajamento no tratamento médico; Melhor aceitação da internação; Geração de esperança; Maior equilíbrio emocional; Melhor relacionamento com a enfermagem; Maior confiança nos profissionais da saúde; Tranquilidade durante o tratamento; Amadurecimento; Bem estar: paz, alegria e paciência; Redução do tempo da internação; Nova rede de amizades; Encontro pessoal com Cristo. Benefícios ao Hospital Organização da visitação aos enfermos; Treinamento, seleção e credenciamento dos visitadores; Aconselhamento a funcionários; Melhora no ambiente de trabalho; Capacitação para os funcionários; Participação de debates envolvendo a ética profissional; Participação de equipe multidisciplinar; Envolvimento da comunidade evangélica na solução de carências do hospital; Atendimento integral ao paciente e seus familiares; Melhor conceito do hospital por seu atendimento integral.